An international investigation led by Europol descobriu uma rede global de crime organizado após investigadores analisarem dados de dois celulares apreendidos em zonas rurais da Suécia. O caso, conhecido como Operação Candy, expandiu-se de uma prisão local para uma operação multinacional que visava redes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
A investigação começou em 2023, quando as autoridades suecas confiscaram dois telefones de um suspeito de tráfico de drogas em uma pequena cidade. A análise forense dos dispositivos revelou comunicações criptografadas, contatos internacionais e informações operacionais ligadas a atividades criminosas muito além da Suécia. Os investigadores encontraram evidências que apontam para múltiplas redes interconectadas operando em vários continentes.
Segundo a Europol, os dados extraídos dos telefones mostraram que os envolvidos coordenavam o tráfico de drogas em larga escala e crimes financeiros por meio de uma estrutura internacional complexa. Comunicações descobertas nos dispositivos indicaram ligações entre grupos envolvidos na distribuição de drogas sintéticas e na lavagem de recursos ilícitos por meio de várias entidades corporativas.
A descoberta levou os investigadores a ampliar o escopo da operação e coordenar com agências de aplicação da lei em vários países. Nos dois anos seguintes, as autoridades usaram as informações obtidas pelos telefones para mapear as conexões entre suspeitos e identificar figuras-chave da rede criminosa. A Europol afirmou que o caso demonstrou como fragmentos de evidências digitais podem revelar atividades criminosas mais amplas quando analisados entre jurisdições.
Em 4 de março, as autoridades realizaram ações coordenadas de fiscalização contra suspeitos da rede. Aproximadamente 20 buscas simultâneas em casas foram realizadas em vários países. Órgãos de aplicação da lei prenderam pelo menos 15 pessoas na Suécia, Espanha, Tailândia e Austrália durante a operação.
Autoridades disseram que as prisões interromperam várias partes da organização responsável por coordenar a logística e os fluxos financeiros relacionados ao tráfico de drogas. Investigadores acreditam que a rede usou estruturas corporativas e contatos internacionais para ocultar a propriedade, gerenciar rotas de suprimento e transferir fundos ilícitos entre jurisdições.
Funcionários da Europol disseram que a investigação destaca a importância da análise forense digital nas investigações criminais modernas. Segundo Andy Kraag, chefe do Centro Europeu de Crimes Graves e Organizados da Europol, os investigadores passaram mais de dois anos seguindo pistas obtidas dos telefones e transformando fragmentos isolados de inteligência em ações coordenadas de aplicação da lei.
O caso também ilustra o papel das comunicações criptografadas nas operações do crime organizado. Pesquisadores observaram que as redes dependiam fortemente de sistemas de mensagens digitais e mercados online para coordenar atividades e se comunicar com associados em diferentes países.
As autoridades não divulgaram todos os detalhes técnicos sobre como os investigadores acessaram o conteúdo dos dispositivos. A Europol afirmou que as evidências obtidas dos telefones desempenharam um papel central na identificação da estrutura das redes criminosas e dos indivíduos envolvidos.
Investigações ligadas à Operação Candy continuam em andamento, enquanto as agências de aplicação da lei continuam analisando provas apreendidas e perseguindo outros suspeitos ligados à rede.