Autoridades dos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá lançaram um esforço conjunto de fiscalização conhecido como Operação Atlântico, visando fraudes em criptomoedas ligadas a esquemas de phishing de aprovação. A iniciativa reúne agências como o Serviço Secreto dos EUA, a Agência Nacional de Crimes do Reino Unido e órgãos de aplicação da lei e reguladores canadenses.
Autoridades disseram que a operação foca em identificar golpes ativos, alertar usuários afetados e tentar limitar as perdas financeiras. Como parte do esforço, os investigadores estão monitorando a atividade do blockchain e trabalhando com parceiros do setor para rastrear transações associadas a campanhas fraudulentas. As autoridades disseram que também estão contatando indivíduos cujas carteiras digitais podem ter sido expostas ou comprometidas.
Esquemas de phishing de aprovação normalmente envolvem mensagens ou sites enganosos que solicitam aos usuários permissões para acessar suas carteiras de criptomoedas. Uma vez aprovado o acesso, os atacantes podem transferir fundos sem necessidade de autorização adicional. Investigadores disseram que esse método permite que os fraudadores contornem etapas adicionais de segurança e realizem transações diretamente.
As autoridades afirmaram que a estrutura das transações em blockchain pode dificultar a recuperação de ativos uma vez que os fundos tenham sido transferidos. Como resultado, a operação dá ênfase à detecção e intervenção precoce, incluindo a identificação de atividades suspeitas antes que os ativos sejam transferidos para múltiplas carteiras.
Autoridades envolvidas na iniciativa disseram que também estão trabalhando para desestabilizar a infraestrutura usada em escândalos contínuos. Isso inclui identificar domínios, serviços e contas vinculados a campanhas de phishing e coordenar ações entre jurisdições. A operação envolve o compartilhamento de informações entre agências para apoiar respostas mais rápidas a ameaças ativas.
O esforço conjunto segue ações anteriores de fiscalização que visaram fraudes em criptomoedas, nas quais investigadores identificaram carteiras comprometidas e trabalharam com provedores de serviços para congelar fundos associados. As autoridades disseram que essas ações contribuíram para a recuperação de partes de bens roubados em alguns casos.
Reguladores e agências de aplicação da lei afirmaram que o phishing por aprovação continua sendo um método persistente usado em fraudes relacionadas a criptomoedas. Espera-se que a Operação Atlântico continue nos próximos meses, com as autoridades focando na coordenação entre países e no monitoramento contínuo de atividades fraudulentas.