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Jornalista investigativo expõe dados de usuários do site de namoro supremacista branco WhiteDate

Um jornalista investigativo revelou grandes volumes de dados pessoais obtidos de vários sites de namoro supremacistas brancos, após identificar falhas básicas de segurança que permitiam acesso irrestrito às informações dos usuários. A exposição se concentra no WhiteDate, uma plataforma de namoro voltada para usuários que buscam relacionamentos baseados em crenças racistas e excludentes, além de dois sites intimamente ligados, WhiteChild e WhiteDeal, que compartilhavam a mesma infraestrutura e administrador.

 

 

A jornalista, que usa o pseudônimo Martha Root, disse que os sites eram operados por um único indivíduo baseado na Alemanha e construídos usando estruturas técnicas semelhantes. De acordo com a divulgação, as plataformas de namoro armazenavam os dados dos usuários de forma a permitir que fossem baixados sem autenticação. Em um caso, modificar um endereço web acessível publicamente permitiu a recuperação de todo o banco de dados de usuários sem fazer login ou fornecer credenciais.

O material exposto inclui mais de 8.000 perfis de usuários e aproximadamente 100 GB de dados. Como as plataformas funcionavam principalmente como serviços de namoro, os perfis continham informações pessoais e focadas em relacionamentos extensos. Isso incluía idade, gênero, localização, estado civil, nível de escolaridade, detalhes de emprego, faixa de renda, características físicas e preferências declaradas relacionadas a namoro e planejamento familiar.

Muitos perfis no WhiteDate e nos sites relacionados também incluíam fotos enviadas para fins de matchmaking. Segundo o jornalista, essas imagens mantiveram metadados embutidos que não haviam sido removidos pelas plataformas. Os metadados incluíam carimbos de horário e coordenadas de localização precisas, que podiam ser usadas para inferir onde os usuários moravam ou onde as fotos de perfil eram tiradas.

O jornalista disse que não são necessárias técnicas avançadas de hacking para acessar os dados. A exposição resultou de uma configuração insegura e da ausência de controles básicos de acesso. Funções centrais usadas para gerenciar perfis de namoro e registros de usuário eram acessíveis sem a devida autorização, permitindo downloads em massa de informações destinadas a uma comunidade fechada de usuários.

Para analisar como as plataformas de namoro funcionavam, o jornalista criou contas automáticas de usuário que foram aceitas com verificação mínima. Essas contas podiam navegar por perfis e interagir com recursos do site da mesma forma que os usuários comuns. O jornalista disse que mensagens privadas trocadas entre usuários não foram divulgadas como parte da divulgação.

Os dados coletados foram compartilhados com jornalistas e pesquisadores por meio do Distributed Denial of Secrets, que hospeda conjuntos de dados disponibilizados para pesquisas de interesse público. Um site separado criado pelo jornalista visualizou a distribuição geográfica dos usuários com base em dados de localização encontrados em perfis e arquivos de imagens.

As conclusões foram apresentadas em uma conferência de cibersegurança na Alemanha, onde o jornalista explicou como o WhiteDate e os sites de namoro relacionados lidaram com grandes volumes de dados pessoais sensíveis sem salvaguardas padrão. A apresentação focou nas fraquezas técnicas das plataformas e em como essas fraquezas permitiram acesso irrestrito às informações dos usuários.

O jornalista disse que o objetivo do trabalho era documentar como os sites de namoro funcionavam e demonstrar as consequências de operar serviços de matchmaking sem proteções básicas de segurança. A exposição mostra como dados pessoais compartilhados para fins de namoro no WhiteDate e plataformas relacionadas se tornaram acessíveis além do público-alvo dos sites devido a falhas fundamentais de design e segurança.