O governo do Reino Unido está conduzindo um teste de seis semanas envolvendo restrições às redes sociais para adolescentes como parte de uma revisão mais ampla dos possíveis limites ao acesso de menores de 16 anos a essas plataformas, segundo anúncios oficiais e declarações do governo.
O piloto envolve cerca de 300 participantes com idades entre 13 e 17 anos em Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. As famílias são designadas a diferentes grupos para testar diferentes níveis de restrição, incluindo proibições totais, acesso limitado por tempo, toques de recolher noturnos e uso irrestrito para fins de comparação.
Um grupo de participantes tem aplicativos de redes sociais totalmente desativados, replicando como uma proibição poderia operar na prática. Outro grupo está limitado a uma hora de uso diário em plataformas como Instagram, TikTok e Snapchat. Um terceiro grupo tem acesso restrito durante o horário noturno, enquanto um grupo controle continua sem alterações.
O Departamento de Ciência, Inovação e Tecnologia afirmou que o estudo foi projetado para medir como essas restrições afetam fatores como sono, estudos e vida familiar. Participantes e seus pais são entrevistados no início e no final do estudo para avaliar os resultados e identificar quaisquer desafios práticos, incluindo tentativas de burlar os controles.
O estudo ocorre em paralelo a uma consulta nacional sobre o bem-estar digital das crianças, que recebeu respostas de quase 30.000 pais e jovens. A consulta está programada para encerrar em 26 de maio de 2026 e informará as decisões sobre se novas medidas regulatórias serão introduzidas.
A iniciativa segue o debate parlamentar em andamento sobre se o Reino Unido deve introduzir uma proibição geral ao uso de redes sociais para crianças menores de 16 anos. Membros da Câmara dos Lordes apoiaram tal medida, embora ela não tenha sido adotada pela Câmara dos Comuns.
Autoridades do governo afirmaram que o piloto tem como objetivo reunir evidências antes de qualquer decisão política ser tomada. A secretária de Tecnologia, Liz Kendall, disse que o ensaio tem como objetivo testar diferentes abordagens em condições reais para orientar os próximos passos.
As autoridades indicaram que os resultados serão revisados junto com as respostas de consulta para determinar se restrições, incluindo uma possível proibição, devem ser implementadas.