A autoridade italiana de concorrência multou a Trustpilot, uma plataforma britânica de avaliações online, em €4 milhões por enganar consumidores e não verificar adequadamente a autenticidade das avaliações publicadas em seu serviço.

 

 

A penalidade foi aplicada pela Autoridade Italiana de Concorrência, conhecida como AGCM, após uma investigação sobre como a plataforma coleta, apresenta e rotula avaliações de usuários. Os reguladores disseram que a Trustpilot não garantiu suficientemente que as avaliações descritas como “verificadas” refletissem com precisão experiências genuínas dos clientes.

Segundo a autoridade, o sistema de coleta de avaliações da plataforma permitiu que as empresas convidassem seletivamente os clientes a enviar feedback. Essa prática, disseram os reguladores, poderia afetar a representatividade das avaliações gerais, mesmo quando as avaliações foram marcadas como verificadas.

A investigação também examinou como as informações são apresentadas aos usuários. O regulador afirmou que elementos da interface da plataforma não explicam claramente como as avaliações são geradas ou como os serviços pagos podem influenciar a visibilidade e as métricas. Afirmou que certas características de design limitam a capacidade dos usuários de entender como o sistema opera.

O Trustpilot afirmou discordar das conclusões e planeja recorrer da decisão. A empresa afirmou que possui políticas para impedir que empresas promovam seletivamente avaliações favoráveis e afirmou que remove ativamente conteúdos fraudulentos de sua plataforma.

Em resposta às alegações do regulador, o Trustpilot afirmou que seus sistemas são projetados para promover transparência e que tanto empresas pagas quanto não pagantes estão sujeitas às mesmas regras para moderação de revisão. A empresa acrescentou que removeu milhões de avaliações falsas nos últimos anos como parte de seus esforços de fiscalização.

A multa faz parte de uma fiscalização regulatória mais ampla na Itália sobre avaliações online e informações ao consumidor. As autoridades já introduziram medidas para limitar avaliações enganosas ou manipuladas em plataformas digitais.

O caso seguirá pelo processo de apelação enquanto a Trustpilot contesta as conclusões do regulador.

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