Uma plataforma de software usada por mais de 11 milhões de estudantes nos Estados Unidos foi alvo de um ataque cibernético reivindicado pelo notório grupo de hackers ShinyHunters. O incidente envolve a Infinite Campus, fornecedora de sistemas de informação estudantil usados por mais de 3.200 distritos escolares em 46 estados. A empresa gerencia dados dos alunos, incluindo registros acadêmicos, frequência e informações administrativas.
A ShinyHunters, um grupo de crimes cibernéticos conhecido por roubo de dados e operações de extorsão, assumiu a responsabilidade pela violação e ameaçou divulgar os dados a menos que uma exigência de resgate fosse atendida.
Segundo relatos, os atacantes obtiveram acesso por meio de uma conta de funcionário vinculada a um serviço baseado em nuvem. O Salesforce foi identificado como o ponto de entrada, com os atacantes acessando registros armazenados nesse sistema.
A empresa afirmou que sua investigação não encontrou evidências de que os bancos de dados centrais dos estudantes tenham sido acessados. Em vez disso, as informações expostas foram limitadas a nomes e dados de contato relacionados à equipe escolar, grande parte dos quais foi descrita como informações de diretório já publicamente disponíveis.
A ShinyHunters afirmou ter obtido um conjunto mais amplo de dados e emitido um prazo para a empresa responder antes de liberar o material. O grupo publicou um aviso em seu site obscuro descrevendo o incidente como um “aviso final”. A empresa disse que não iria se envolver com os atacantes.
O incidente ocorre após uma série de ataques ligados ao ShinyHunter que visam serviços de software baseados em nuvem e contas empresariais. Pesquisadores de segurança já relataram anteriormente que o grupo utiliza métodos como engenharia social e roubo de credenciais para acessar sistemas, em vez de explorar vulnerabilidades de software diretamente.
Pesquisadores e pesquisadores associaram a atividade recente do grupo a campanhas voltadas a sistemas de single logon e plataformas em nuvem, permitindo que atacantes se movimentem entre serviços conectados e extraiam dados para uso em tentativas de extorsão.
