A large-scale international law enforcement operation resultou na prisão de 276 pessoas e no fechamento de nove centros de fraude de criptomoedas ligados a fraudes de investimentos generalizadas que visam vítimas ao redor do mundo.
O esforço coordenado envolveu várias agências, incluindo o FBI, a Polícia de Dubai e o Ministério da Segurança Pública da China. As autoridades dizem que a operação focou em desmantelar redes organizadas de fraude responsáveis pelos chamados esquemas de “abate de porcos”, que dependem de manipulação de longo prazo para convencer as vítimas a investir em plataformas criptográficas falsas.
Investigadores confirmaram que os centros fraudulentos foram usados para conduzir campanhas estruturadas de fraude em investimentos que causaram milhões de dólares em perdas, especialmente entre vítimas nos Estados Unidos. Essas operações normalmente envolviam construir confiança com os alvos ao longo do tempo por meio de plataformas de mensagens, antes de introduzir oportunidades de investimento fraudulentas.
A repressão foi liderada pelas autoridades dos Emirados Árabes Unidos, com Dubai servindo como principal local de prisões. Autoridades informaram que 275 suspeitos foram detidos lá, com uma prisão adicional feita na Tailândia. A escala das prisões reflete a natureza industrializada dessas operações fraudulentas, que frequentemente funcionam a partir de “complexos” centralizados e tripulados por grandes equipes.
Além das prisões, as agências de aplicação da lei interromperam a infraestrutura usada para gerenciar os esquemas de fraude. Os nove centros desmontados eram, segundo relatos, equipados para lidar com grandes volumes de vítimas simultaneamente, usando interações roteirizadas e fluxos financeiros coordenados para maximizar os retornos.
As autoridades também destacaram os esforços de recuperação financeira ligados à operação. Investigações ligadas à repressão ajudaram a evitar mais perdas, com ações anteriores do FBI em casos relacionados estimadas como tendo economizado centenas de milhões de dólares ao alertar potenciais vítimas.
O modelo de fraude usado por essas redes depende fortemente da manipulação psicológica. Atacantes frequentemente engajam vítimas por períodos prolongados, às vezes se passando por parceiros românticos ou consultores financeiros, antes de direcioná-las para plataformas controladas que simulam atividades de negociação lucrativas. Uma vez depositados os fundos, as vítimas são incentivadas a investir mais, muitas vezes por meio de empréstimos ou dinheiro emprestado.
Autoridades enfatizaram que o sucesso da operação foi impulsionado pela cooperação transfronteiriça, refletindo a natureza global da fraude com criptomoedas. Investigadores observaram que essas redes frequentemente abrangem múltiplas jurisdições, utilizando sistemas financeiros internacionais e infraestrutura digital para obscurecer as operações.
